quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pássaro.

Seja como for a compatibilidade humana é um troço misterioso. E não só a compatibilidade humana, entre os passáros também, li um estudo do naturalista Willian Jordan e por isso quis escrever sobre isso que até foge um pouco da dinâmica que vem sendo o meu blog, esse adorável livrinho que se chama O divórcio entre as gaivotas. no qual ele explica que até entre as gaivotas, espécie de pássaro que se acasala para a vida toda, exite uma taxa de divórcio de 25%. Isso significa que um quarto de todos os casais de gaivotas fracassam no primeiro relacionamento, a ponto de terem que se separar devido as diferenças inconsiliáveis. Ninguém faz idéia de porque esses pássaros específicos não se entendem, mas pudera, bicam-se pela comida, brigam para saber quem vai construir o ninho, brigam para saber quem vai guardar os ovos, quem vai dar orientações de voo aos filhotes. Seja como for esses pobres casais de gaivotas desistem e vão procurar outros cônjugues. E aí, vem a surpresa: em geral o segundo casamento é perfeitamente feliz e aí muitas dessas gaivotas se acasalam para a vida inteira.
Quando li isso pensei que seria a última a ter condições de julgar o por que esses pássaros briguentos se sentiram atráidos no primeiro casório, e assim com cérebros do tamanho de uma noz eles também encontram problemas de compatibilidade que parecem se basear, como explicou Jordan num " Fundamento de diferenças psicobiológicas básicas", que até hoje nenhum cientista conseguiu definir. Assim como n[os humanos os pássaros não são capazes de se tolerar durante muitos anos. É simples assim ou complexo assim. A vezes deixamos o outro maluco; outros, não.
 É sensato que eu afirme aqui que se estou escrevendo sobre isso, furando a barreira que impede esse blog de falar de outras coisas a não ser sobre minhas viagens é porque eu estou vivenciando isso ou algo perto disso. O bom é que sou segura que o futuro é promissor, talvez até saberia o fim dessa vivência que hoje aperta os corações de ambos feito uma broca na ponta de uma furadeira pronta para entrar em uso. Por não depender de nós e sim de situações, fico assim , buscando estudos, lendo compulsivamente tudo que se trata de relacionamento, mas nem tudo isso adianta, o meu caso eu tenho sempre que contar com o acaso, ele sim me leva para onde o coração ja queria ir faz algum tempo. Aquele romance que começou na praça do afeto com o desejo, onde dois estranhos se encontraram e já se queriam sem mesmo se conhecer, hoje virou um forno autolimpante, parte da sujeira que fica com o separar desses corações são limpos sem deixar resíduos, não querendo ser hipócrita, mas o meu fornoautolimpante trabalha por conta da minha maturidade, minha tolerância, meu entendimento de que as coisas vão e podem acontecer. Nesse momento o tempo não pulsa ao meu lado, só me vem e recorda que meu futuro é promissor, e o outro coração sabe tanto disso quanto eu, as razões pelo qual nem sempre podemos juntar os corações eu prefiro hesitar em falar mesmo porque podem ter mais do que eu fosse enumerar. Sei que vou vê-lo daqui um tempo e espero estar mais introspectiva como era antes, mais estável como não era e mais cuidada. E quando voltar quero ter adaptado a minha generosa vida da maneira mais possível em torno de qualquer ser humano basicamente decente que ás vezes pode ser um pentelho suportável.
Há momentos em que consigo ver o espaço que me separa dele e quem tem um nome, e que talvez sempre nos separará, apesar do meu anseio vitalício de me completar pelo amor dele, apesar de todo o meu esforço, no decorrer desse período em que fiquei fora para manter o que por todo instante pensava que fosse para mim, não sei explicar ao certo, o que sei é que com ele me sinto  aperfeiçoada e sei enxergar qundo dou um ou dois passos  na vida por isso.É  como se com ele eu sempre tivesse uma chance para o sucesso balançando bem ali na onda de nossas diferenças.

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