segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lisboa....Liz, boa.....Portugal ou Elizabeth Gilbert...

O que sei é que tenho fome das duas, portanto...

http://olhareslisboa.blogspot.com/

http://www.elizabethgilbert.com/


Já fiz meu cardápio para o próximo Sábado 15/10/2011.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pássaro.

Seja como for a compatibilidade humana é um troço misterioso. E não só a compatibilidade humana, entre os passáros também, li um estudo do naturalista Willian Jordan e por isso quis escrever sobre isso que até foge um pouco da dinâmica que vem sendo o meu blog, esse adorável livrinho que se chama O divórcio entre as gaivotas. no qual ele explica que até entre as gaivotas, espécie de pássaro que se acasala para a vida toda, exite uma taxa de divórcio de 25%. Isso significa que um quarto de todos os casais de gaivotas fracassam no primeiro relacionamento, a ponto de terem que se separar devido as diferenças inconsiliáveis. Ninguém faz idéia de porque esses pássaros específicos não se entendem, mas pudera, bicam-se pela comida, brigam para saber quem vai construir o ninho, brigam para saber quem vai guardar os ovos, quem vai dar orientações de voo aos filhotes. Seja como for esses pobres casais de gaivotas desistem e vão procurar outros cônjugues. E aí, vem a surpresa: em geral o segundo casamento é perfeitamente feliz e aí muitas dessas gaivotas se acasalam para a vida inteira.
Quando li isso pensei que seria a última a ter condições de julgar o por que esses pássaros briguentos se sentiram atráidos no primeiro casório, e assim com cérebros do tamanho de uma noz eles também encontram problemas de compatibilidade que parecem se basear, como explicou Jordan num " Fundamento de diferenças psicobiológicas básicas", que até hoje nenhum cientista conseguiu definir. Assim como n[os humanos os pássaros não são capazes de se tolerar durante muitos anos. É simples assim ou complexo assim. A vezes deixamos o outro maluco; outros, não.
 É sensato que eu afirme aqui que se estou escrevendo sobre isso, furando a barreira que impede esse blog de falar de outras coisas a não ser sobre minhas viagens é porque eu estou vivenciando isso ou algo perto disso. O bom é que sou segura que o futuro é promissor, talvez até saberia o fim dessa vivência que hoje aperta os corações de ambos feito uma broca na ponta de uma furadeira pronta para entrar em uso. Por não depender de nós e sim de situações, fico assim , buscando estudos, lendo compulsivamente tudo que se trata de relacionamento, mas nem tudo isso adianta, o meu caso eu tenho sempre que contar com o acaso, ele sim me leva para onde o coração ja queria ir faz algum tempo. Aquele romance que começou na praça do afeto com o desejo, onde dois estranhos se encontraram e já se queriam sem mesmo se conhecer, hoje virou um forno autolimpante, parte da sujeira que fica com o separar desses corações são limpos sem deixar resíduos, não querendo ser hipócrita, mas o meu fornoautolimpante trabalha por conta da minha maturidade, minha tolerância, meu entendimento de que as coisas vão e podem acontecer. Nesse momento o tempo não pulsa ao meu lado, só me vem e recorda que meu futuro é promissor, e o outro coração sabe tanto disso quanto eu, as razões pelo qual nem sempre podemos juntar os corações eu prefiro hesitar em falar mesmo porque podem ter mais do que eu fosse enumerar. Sei que vou vê-lo daqui um tempo e espero estar mais introspectiva como era antes, mais estável como não era e mais cuidada. E quando voltar quero ter adaptado a minha generosa vida da maneira mais possível em torno de qualquer ser humano basicamente decente que ás vezes pode ser um pentelho suportável.
Há momentos em que consigo ver o espaço que me separa dele e quem tem um nome, e que talvez sempre nos separará, apesar do meu anseio vitalício de me completar pelo amor dele, apesar de todo o meu esforço, no decorrer desse período em que fiquei fora para manter o que por todo instante pensava que fosse para mim, não sei explicar ao certo, o que sei é que com ele me sinto  aperfeiçoada e sei enxergar qundo dou um ou dois passos  na vida por isso.É  como se com ele eu sempre tivesse uma chance para o sucesso balançando bem ali na onda de nossas diferenças.

domingo, 4 de setembro de 2011

Indo além da mente, cheguei além de Roma.

Roma, mais precisamente Castel Sant' Angelo.

Assim escreveu Liz Gilbert: " Este lugar é um dos mais tranquilos e solitários de Roma"
Me permitir  a dar ás boas vindas, e conhecer essa tal tranquilidade, que de certa forma se transformou em silêncio com o caminhar ali. Ouvir o silêncio que pairava naquele lugar era a maneira mais fácil de poder entregar toda minha audição somente aos ouvidos e vozes que vinham de mim - de dentro de mim, é, eu pude me ouvir, dar uma chance para me entender. O que o lugar oferece é incomum com a música que se escuta pelas ruas de Roma, carros, búzinas, trânsito, pessoas, comércio, todos com suas vozes graves e seus timbres pertubadores ao mesmo tempo e toda essa orquestra com a música "confusão de sons", rodeavam o mausoléu tomado por ruinas. Não é difícil olhar para frente de Sant'Angelo e imaginar quando a noite chega o quão estranhamente deve ser pertubador, a pilha de tijolos grande e circular, se apresentou á mim, através de um guia em papel, deixado por alguém. A caminho de Roma, sai dizendo que iria ao Coliseu. Mas a energia italiana quando se mistura com o pensar de estar próximo de Roma te transporta e faz seus passos mudarem o trajéto, sem que você perceba, isso instantâneamente.
Conta-se que foi construído, para guardar restos mortais do Imperador Otaviano Augustus, vou tentar ser o mais breve possível, para falar da história do museu ( que hoje funciona como um museu), quero contar como foi a história que ele me faz escrever hoje.
"Com a queda do Império, toda Roma foi lápidada friamente pelos Bárbaros, assim ficou conhecida como a a "Velha Roma" e toda sua população voltaria quase 20 séculos depois para mudar esse rótulo de velha. Diretamente falando - O mausoléu glorioso, foi tomado por ladrões, que roubaram as cinzas do imperador, em seguida transformado em vinhedo, depois num jardim renascentista, praça de tourada, depósito de fogos de artifícios e sala de concertos. Óbvio que foi restaurado para tudo isso. Em 1930 Mussolini confiscou, e restaurou para novamente transforma-lo em jazigo de restos mortais seus e de sua família, e mas uma vez nada disso vingou. Hoje o lugar está aberto ao público, como disse virou um museu onde se paga nove euros para entrar.
O caminho do destino - do meu destino e de quem ali puder ir, não estar em apenas ler os panfletos da entrada, fotografar ou talvez usar a visita para querer saber da história do lugar, ( isso eu fiz também). Mas como sempre tento me identificar com os lugares por onde ando, buscando em mim alguma deficiência ou estravagância que possa ser remediada. Essa visita era o espaço que precisava nesse meu giro pelo Mediterrâneo para me relacionar comigo mesma, me mover mesmo estando ali no lugar que me silênciava a voz, mas não os pensamentos e a busca por eles. Todo caminho acariciava ruínas na parede, apontava algo novo aos meus olhos, era como se conversasse com cada pedrinha e areia que passado décadas ainda estão ali vivas em sua matéria. De maneira amistosa, estava me purificando, limpando toda uma obsessão que talvez  só viesse á tona depois (e veio, mas já foi), porque eu busquei o controle e exatamente no momento do silêncio pude agarrar o pensamento chamado força que passava por ali dentro da minha busca,  tudo o que esse lugar me ofereceu  eu guardei numa caixinha e na hora certa abro para me sentir amparada, posso tirar da caixinha sentimentos de todos os tipos que possam imaginar, não digo sentimentos ruins, eles não são impossíveis, porém não moram nessa caixinha. O que me dava a direção não era a lógica do caminho e sim o que eu buscava com esse mergulho dentro de mim e no final descobri  que há um anseio tão grande por existir em mim e dentro dele mora o que eu sou, o que posso  superar  para me manter de pé como o Sant' Angelo. Hoje meses depois de ter voltado e só escrever isso agora, é porque sinto que dei um tapa na cara da obsessão e mandei ela de volta.
 Volto na Liz quando ela disse: " As ruínas são os presentes."
Olho para os meses atrás e me coloco na cena onde olhava toda Roma, no topo do Castel Sant'Angelo, dando um giro de 360º, me sentindo leve após ter saído do Vaticano com um outro dever cumprido (http://iluhminada.blogspot.com/2011/08/fisica-da-busca-chegou-ao-vaticano.html ) penso exatamente como a escritora Liz se comparou quando esteve por lá e eu também viajo nessa visão. Talvez minha vida não foi e nem tem sido dura e caótica, antes ao ser contadada despertava um sentimento de pena nas pessoas e isso é mal, hoje a mesma história é ouvida e o que sinto que recebo é o encontro do meu perdão com o orgulho de quem me ouve. Nunca possuir o que me davam, talvez porque o que me era dado eu deixava tão nas mãos de quem dava e com isso não destruir as possibilidades de me relacionar com os momentos onde estive.
Lembro da saída do Sant'Angelo já com os pés cansados, e que não eram escutados por mim, pois só tinha tempo para finalizar o meu relacionamento comigo mesma. E o Sant, deixou forte em mim exatamente o que ele foi e permanece sendo a  séculos. Sim, ontem eu posso ter sido um glorioso momento á alguém - mas amanhã posso virar um depósito de fogos de artifícios. O que importa é saber como vou estar quando contar a minha história no real momento.
Hoje estou bem, em perfeito estado de solitude, como ja dizia um livro que li de um amigo, mas não me recordo o nome do título agora. Estar em estado de solitude é estar constantemente encantado consigo mesmo. E não é fácil ficar 24 horas por dia em solitude, Ufa!!! Mas e você depois de ler este relato qual o seu estado? 
Assim como Liz deu pitaco com suas lindas e sábias palavras, finalizo com mais uma pitada de Liz Gilbert seguida de mim.

É PRESCISO ESTAR PREPARADO PARA TUMULTUOSAS E INTERMINAVÉIS ONDAS DE TRANSFORMAÇÃO"  Liz Gilbert.

" DEVEMOS ESTAR PREPARADOS PARA OLHARES DE TRANSFORMAÇÃO"  Luh Fernandes.






Fim do giro de 360º.







quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Mémoire" ... Villefrance.

Protegida por montanhas escarpadas que margeiam o litoral azul, do Sul da França Ville me ofereceu seu quintal ensolarado sempre  que coloquei meus dedinhos no meu melhor chinelo. Era nas gargalhadas do X- Café, muitas das vezes conectada ao Brasil, que passei meus bons domingos de Off day, pena que o sabiá daqui não poderia voar até lá, mas mesmo assim eu armava armadilha todas as vezes em que marchava até a praia de pedra com o melhor "visu" do sul portando meu 'pc' (mais conhecido como pequeno cisco), debaixo do braço, embrulhado como um bebê na canga brasileira, mas o que venho dividir aqui com meus iLUHminados é... (cada uma em singular apreço)

Memória de Alexandre fotografando eu conectada com o sabiá.


                        Memória de Henwys dando o melhor abraço de irmão                                                         


Mémoria de Deb e eu, mostrando que as brasilerias entendem de praia.


Mémoria de Rodrigo que não aparece na foto mas fotografou a minha melhor em Ville.


Memória de Portugal, Miguelito fazendo outra.


Memória dos filhos de Adriana Locimento fazendo aquela barulhada no mar (bailarinos e irmãos).


Memória da varanda exaltada, com a benção do Papa.


Memória do cãozinho com pinta de francês, estático na porta de um café.


Memória do top less marca registrada na praia de Ville.


Memória das embarcações, que pareciam saltarem de quadros do artista  francês Èdouard Manet, direto para a água.


Memória de escolher o quintal da Tina Tunner  e por todos os domingos trocar olhares com o mar .


" Memórias minhas", aquelas que não foram fotografadas também para serem só minhas...

Poderia argumentar muitíssimo aqui com notas, compartilhar links de sites de busca, links de outros blogs, curiosidades, mas esse espaço Ville, eu deixo "só" e a minha Mémoire.

Falar o que foi mais proveitoso de todas as marchas?!. Foram essas. Memórias da praia de céu azul ali do sul.

domingo, 14 de agosto de 2011

O "Arco" nosso amor e depois o "Triunfo"

Em meio aos meus olhares curiosos, me presenteei por um momento único em Barcelona. Acordei e segui o conselho de um amigo, conhecer o Arco do triunfo, rs!.E me lembro que encontrei com uma amiga na saída e disse - Vou até o Arco do triunfo, e um gaúcho metido a "sabixão", respondeu sem ser questionado - Vai a França?. Até iria a França se possível naquele momento, só para me distanciar da maratona que vinha participando nos últimos dias. Enfim participo do jogo que é a vida. Continuei meu trajéto, fazia um friozinho danado de bom, tomei um taxi e partir para a eliminação de mais um corte de retalho para cortina que hoje  tenho pronta com toda história do meu rolê pelo Mediterraneo. Táxi e em alguns minutos chegava ao meu  encontro. Tinha um encontro marcado lá, o outro não sabia que eu chegava, mas havia sido convidado por mim.


Passava por momento de abstinência amorosa e conhecer o Arco, era como ir de encontro com quem me indicou o passeio, esse alguém também passou por lá, por isso se lembrou de me dizer onde ir ... eu que cheguei atrasada, sua presença em matéria não estava mais lá, mesmo assim  sentei, olhava para o Arco e pensava na importancia daquele curto passeio, fotografar no mesmo lugar que o amor passou, tinha o dever de  deixar que o sentimento tomasse conta de mim, posso dizer que trabalhei como operária da saudade por todos os minutos em que ali fiquei, até me desliguei um pouco do Arco em si, e pensava na voz do amor dizendo: -" Vá até o Arco, em Barcelona também tem um Arco do Triunfo", e foi tão bom, me fez no regresso a vida real, resistir  mais mil longas jornadas de escalada.
O processo de manter o amor à distancia é tão bom, faz do sentimento  uma massa de bolo com a dose exagerada de fermento, e ao mesmo tempo é tão difícil, ainda mais quando você é surpreendida com algumas respostas de "não", "talvez" no querer  uma coisa que não tem, nunca teve e talvez nunca terá, e ter que aceitar essas as respostas de uma forma convincente á você mesma, sabendo que elas te agridem diariamente como  chicotada e isso é a parte pior desse redemuinho de sentimento, não estou sendo negativa agora, ainda mais porque sou a pessoa que levanta a bandeira da positividade até o último góle de ar. Só penso que, havia  resistência  demais da "outra parte" do encontro, sabiamos da  existência  mútua do "nosso", admiro a "outra parte", sempre me abriu os olhos e eu  fazia á difícil para a compreensão. Me deixei levar. Enxergo isso agora, coloco sentimento nas palavras, porque foi o que me nutriu desde lá. Estar ali observar o que foi observado com os olhos do "amor",os olhos da "outra parte" do meu mais consciente e puro "AMOR", não podia se perder em meio ao meu roteiro de estar lá e amar incondicionalmente até o último. Coloquei o Arco de Barcelona dentro da nossa história, por alguns motivos, ele recebe campeões, abre passagem e foi elaborado com arte, para a arte. Esse amor qual eu me encontrei em pensamento lá no Arco, tem todo o meu apreço, por tudo o que o Arco é e muito mais. Me considero uma campeã, o amor recebe campeões, abre passagem  para todos os seus encafofados seguirem seu destinose identificando consigo e muitos deles vão de encontro com a arte através do cafofo, eu me deixe levar por essa arte de escrever aqui o que vivenciei lá.

 E você  parou para avaliar qual arte está indo de encontro?

Peguei um táxi e fui embora.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

E a Miss Sovereign é.......






Era um dia desses que você trabalha muito e  perde até o seu nome, fui até a Crew Purser, fazer um novo name tag. Liz, a manager crew purser me pergunta se eu não gostaria de participar do concurso de Miss Sovereign 2011, estavamos em navegação rumo a Barcelona, desmontando todo o barco, limpando até os espíritos que rondavam aqueles bares e eu muito cansada mas sempre em tom de brincadeira disse que sim, e logo perguntei o que ganharia ela respondeu toda entusiasmada, 200 dolares + massagem no SPA, hummmmmmmmmmmm  massagem...  Pensei, era tudo o que eu precisava, fiz a inscrição e sai correndo pro trabalho, só disse á Juliana e Joseane, minhas confidentes. No dia "D", tivemos uma manhã de dura faxina e á tarde nos reunimos para marcar um horário para a continuação da limpeza de algumas pantres ( parte interna dos bares, onde só os garçons têm acesso). Estava toda a equipe, desde chefes a subordinados, BAR STAFF, como eramos chamados quando estavamos em "manada". Minha Assit. Bar Manager, Veronia Sava, romena, personalidade forte, muito querida e trabalhava como poucos ali, disse - Todos vão lanchar e regressam em uma hora para continuarmos o trabalho. Eu levantei a mão e disse - Hoje é o dia do concurso de Miss Sovereign e eu vou participar. Fui bombardiada com olhares de deboche, piadinhas e alguns  gritos de incentivo também, ela se assustou, mas senti que gostou da idéia, perguntou se havia mais alguém e ninguém levantou a mão. Então me disse: - Você está dispensada!. Gracias chefe, eu respondi e então sai correndo para a Crew Purser.
Não sabia o que vestir nem como seria a apresentação, fui buscar também quem seriam as outras misses na disputa, sinceramente a galera leva muito a sério essas coisas. Na C.P, me encontrei com as outras canditadas, 2 Asst.waiter,1 G.P.U, 2 Housekeeping, 1 Spa, 1 cantora, e eu a única BAR STAFF.
Lá pude saber como seria o concurso, precisava de um vestido de gala, uma apresentação de talento e uma roupa qualquer para a apresentação pessoal.
Sai desesperada pensando, qual vestido e que talento eu teria para apresentar, apressada passava por um bar quando disse a Joseane, eu não tenho vestido de gala não sei como vou fazer. Uma passageira ouviu e me chamou, disse que sua prima era como eu e ela teria um para me emprestar. Na mesma hora fui a cabine da passageira peguei não só o vestido como os sapatos e as jóias também, pronto! uma parte estava resolvida, faltava o talento... Fui a cabine e lembrei da minha bandeira do Brasil, olhei um par de um tênis( lembrança de Búzios, nas cores verde e amarelo), ai veio Waldir de Azevedo na memória com seu chorinho, mas cadê a música??  e eu só tinha pouco mais de 2 horas pro concurso. Fui a internet e encontrei on line via msn, meu amigo Adriano mais conhecido com DJ Jogado (http://djjogado.blogspot.com/). Nada tão difícil quando se tem um amigo Dj, só que queria um samba com hip-hop e hip - hop, música black é a especialidade do Jogado. Não pude esperar melhor mistura, "My sister" Jogado, fez 4 minutos de Sexy Girl + Chorinho Brasileiro. Baixei a música ouvi umas 500 vezes no corredor do deck 1, mas e o que fazer em pleno palco da Brodway, com essa música??? Nada! era exatamente isso. Mesmo assim fui recorer aos bailarinos que não podiam me ajudar, pois já estavam ajudando outras misses, depois do concurso se tornaram meus melhores amigos. Bom, se bem que talvez tudo seria diferente de mim, caso tivesse ensaiado alguma coisa. Música, roupas e coragem, já estavam na mala e la fui  eu e minha cara de pau, rumo ao teatro.
Muitos amigos do bar estavam torcendo por mim, e até a galera do restaurante não vou lembrar o nome de todos, mas alguns eu tenho que agradecer aqui. George, Thiago, Andressa, Luaninha, Liege, Juliana, Irma, Joseane, Maryjane, Mauricio, Jonas, Rafa, Oana, até as chefes passaram por lá, afinal tinha o teste de inteligência da miss onde fariam perguntas sobre o drill (o velho questionário de bordo, onde todos tem a obrigação  de saber.)


Começa o concurso e eu, era a número 4, todas lindas, algumas costurando o vestido atrás da cortina, outra chegando com sobretudo no estilo Miss Brasil para ninguém ver sua roupa, outra não tinha vestido para apresentação pessoal, uma loucura, eu estava tranquila fazendo piada de tudo.
Chegava a minha vez, "Luciana Menezes, Bar waitress." Depois disso era o tal do talento..Fiquei surpresa com o investimento das meninas e o show de talento ficou assim:

nº 1 cantou ( era housekeeping),
nº2 dançou  "bachata"( típica na república dominicana que era seu país de origem),
nº3 dançou Shakira,
nº5 fez a melhor apresentação ensaiada na minha opinião dançou uma espécie de tango com um bailarino e usou até uma cadeira,
nº6 cantou,
nº7dançou um samba coreografado também com a ajuda de um bailarino, (Zeca pagodinho),
nº8 que era a cantora, cantou.

Faltou a nº4 nessa relação, era eu, até hoje eu não sei nomear o que foi que eu fiz, mas posso classificar que foi a tentativa de uma dança, só que sem coreografia, conseguem  imaginar?

No momento de gala, passariamos pelo teste de inteligência e os nervos de todas estavam a mil, não podiamos decepcionar os jurados, que era desde oficiais da ponte de comando á chefe de segurança e os manager's á bordo. O teste era realizado da seguinte forma, cada miss sorteava sua pergunta. Me lembro do medo das candidatas atrás da cortina. Caiu pergunta do tipo, Qual a língua oficial da Cia? r: Inglês. até qual o significado do código Mrs MOB? É essa foi a minha pergunta,  eu sempre oportunista de piada, não poderia deixar escapar meu humor negro e também não poderia deixar de responder com outra pergunta,
-Vocês querem a resposta em inglês ou em português, (já que português era a minha língua oficial.), acabei respondendo das duas maneiras e levei o teatro ao riso. Fiz o concurso na base da piada e sempre ouvia muitos gritos ao meu favor.

Tivemos então os resultados:

Better dress: Georgia- Cantora
Better talent: Jéssica- GPU
People choise: Luciana- Bar Waitrees
Second miss: Aline - Assist Waiter
Third miss: Nayra - Assist Waiter

Cada miss ganhou 20 doláres e a faixa com seu título, para segunda e terceira miss, coroas e um buquesinho de flor de papel.

E na voz da Shif Cruiser Sol pude ouvir, E a miss Sovereign é.........................

De verdade, fiquei muito feliz, por muitos motivos, primeiro que até o final do concurso tinha todo BAR STAFF, gritando por mim a cada minuto, segundo eu acertei a tal pergunta e ganhei um abração da minha Bar manager, e ela disse que se eu não soubesse ela me mataria,  terceiro por ter sido eu o tempo todo, fazendo caras e bocas de deboche em meio ao desfile, colocando a galera pra sambar, já que eu sozinha era estranho ali num palco tão grande, enfim eu só tinha que agradecer as pessoas envolvidas, que me apoiaram e também as que não apoiaram, mas estavam lá querendo saber que talento eu tinha pra mostrar. Depois de tudo isso eu só queria  fazer minha massagem...

Uma frase que comparo com essa noite é:

"Seja você mesmo, Mas não seja sempre o mesmo"
               Gabriel O Pensador.

;)


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Palermo se escrevia com "D" de Despedida...

Curitiba era o berço de onde vieram duas jóias raras. Bueno e Evelise, e para lá que Palermo Misterioso havia reservado a volta dessas criaturas amigas e tão familiares, quantos foram os almoços que quinta-feira nos reservava na Bristol, era lá que saiam as melhores pastas, os melhores capucchinos, malibu com coca em pleno almoço, gelatos, o camareiro Marco, (quem se lembra do figura, que eu adivinhei o nome dele, uma tatuagem no braço revelava.) e os olhares sutis aos italianos estilosos e como diria o Alexexe, "um bando de gostosos".
Era 08/06 e já se falava em partir para o Brasil e partir nossos corações...
Evelise curitibana rica! Como eu sempre brincava e tinha o prazer de chamar de irmã, sempre me acalmava arracanva de mim as melhores piadas de tudo e quando saímos me lembrava sempre que eu estava com a mamãe pra eu não me preocuopar, lembro dela  na dish wash em festa tropical brasileira, organizando copos e sorrindo, com a cara de destruída e quando saiamos só para fotografar pelas ruas da Espanha.
 Bueno, que já chutou até a minha porta da cabine para que pudessemos sair correndo do barco, ficava fazendo piadinhas da porta da sua cabine enquanto eu falava ao telefone do corredor com o amor presente no Brasil e mesmo assim eu sempre retribuia seu amor com bilhetinhos de afeto em sua porta, era a pessoa que mais me fazia sorrir e em dias de inspeção na cabine,o show da Broadway era ir até a porta da cabine dele na noite anterior, só pra ver coisas exóticas que jogaria no lixo, uma certa vez tinha um abacaxi inteiro pelo corredor que saiu da cabine dele, o pior é que fruta é uma das coisas mais proibidas depois do álcool, ele tinha um óculos engraçado que deixava ele com cara de idiota e quando  colocava e abria a boca, eu morria de rir. Lembro de uma vez, um eletricista concertando a máquina de gelo do Spinaker e o Bueno, manda uma coreografia super mega assustadora (e gay tbm), e o cara devia ser filipino ou indonesiano, foi a primeira vez que eu vi um olho puxado arregalado.. hahaha!
Pessoas que não tem como não pensar diferente se não for com aquele sentimento de gratidão. O bom é ter a certeza que melhor ainda estar por vir, vou reencontrar esses dois diamantes ainda este ano e tudo indica que teremos novas piadas e muito amor pra devolver que ficou crescendo como a massa de um pão em espera,  nesse período de vacationes...

Attetion to Crew, this is a drill!!!!!








.....é o mais puro sentimento de amor que se converte em saudade .....

 Meus campeões e trabalhadores da nave mãe.